A gravadora Motown completou nesta segunda-feira, 12, 50 anos de existência. O selo, um dos mais celebrados no mundo, tornou-se símbolo da soul music e do R&B e uma fábrica de hits. "Superstition", de Stevie Wonder, "I Heard It Through the Grapevine", de Marvin Gaye, e "Stop! In the Name of Love", do trio feminino The Supremes, são apenas alguns exemplos das centenas de músicas lançadas pela gravadora que são lembradas até os dias atuais.Berry Gordy Jr. criou a Motown com um empréstimo de US$ 800. O selo, que antes se chamava Tamla, nasceu oficialmente em 12 de janeiro de 1959. Os garotos do The Matadors (que posteriormente mudaria o nome para The Miracles) formavam o primeiro grupo a assinar com a gravadora. Smokey Robinson, que fazia parte do quarteto, está com a Motown até hoje.
Entre 1962 e 1971, os artistas da Motown emplacaram mais de 200 hits no top 40 dos Estados Unidos. A marca se tornou ainda mais memorável pelo fato de a maioria dos artistas da gravadora serem negros - e nessa época, os EUA eram marcados pelo preconceito, com estados segregados racialmente.
O nome nasceu em homenagem a Detroit, sede da gravadora. A express
ão "Motor Town" (em inglês, "cidade dos motores") deu origem ao título escolhido por Berry. O empresário também se inspirou nas montadoras automobilísticas da cidade para pensar a forma de trabalho da Motown, adotando o conceito de "linha de produção".Em 1998, a Motown foi vendida pela segunda vez, passando ao controle do grupo Universal. Dez anos antes, Gordy havia se desfeito de sua criação, passando a gravadora para a MCA.
Hoje, a chamada Motown Universal Music Group tem artistas de R&B como Erykah Badu, rappers como Lil' Wayne e Akon, e representantes da música pop, a exemplo de Lindsay Lohan.







Nenhum comentário:
Postar um comentário